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sábado, 31 de outubro de 2009

HALLOWEEN e o fim do Verão

A origem do Halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às actuais abóboras ou da famosa frase “Gostosuras ou travessuras”, exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o Halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de Outubro e 2 de Novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente “fim do verão” na língua celta). A celebração do Halloween tem duas origens que no decorrer da História se foram misturando:

A origem pagã tem a ver com a celebração celta chamada Samhain, que tinha como objectivo fazer culto aos mortos. A invasão das Ilhas Britânicas pelos Romanos (46 a.C) acabou misturando a cultura latina com a celta.Em fins do século II, com a evangelização desses territórios, a religião dos Celtas, chamada druidismo, já tinha desaparecido na maioria das comunidades. Pouco sabemos sobre a religião dos druidas, pois não se escreveu nada sobre ela: tudo era transmitido oralmente de geração para geração. Sabe-se que as festividades do Samhain eram celebradas muito possivelmente entre os dias 5 e 7 de Novembro (a meio caminho entre o equinócio de verão e o solstício de inverno). Eram precedidas de uma série de festejos que duravam uma semana, e davam início ao ano novo celta. A “festa dos mortos” era uma das suas datas mais importantes, pois celebrava o que para nós seriam “o céu e a terra” (conceitos que só chegaram com o cristianismo). Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. A festa era celebrada com ritos presididos pelos sacerdotes druidas, que actuavam como “médiuns” entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar os seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo;

A origem Cristã: desde o século IV a Igreja consagrava um dia para festejar “Todos os Mártires”. Três séculos mais tarde o Papa Bonifácio IV († 615) transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (panteão) num templo cristão e dedicou-o a “Todos os Santos”, a todos os que nos precederam na fé. A festa em honra de Todos os Santos, inicialmente era celebrada no dia 13 de Maio, mas o Papa Gregório III(† 741) mudou a data para 1º de Novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente. Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília, que prepara a festa no dia anterior (31 de Outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e “All Hallow Een” até chegar à palavra actual “Halloween”.

Etimologia: posto que, entre o pôr-do-sol do dia 31 de Outubro e 1° de Novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome actual da festa: Hallow Evening -> Hallowe’en -> Halloween. Rapidamente se conclui que o termo “Dia das bruxas” não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa. Outra hipótese é que a Igreja Católica tenha tentado eliminar a festa pagã do Samhain instituindo restrições na véspera do Dia de Todos os Santos. Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como All Hallows’ Eve. A relação da comemoração desta data com as bruxas propriamente ditas teria começado na Idade Média no seguimento das perseguições incitadas por líderes políticos e religiosos, sendo conduzidos julgamentos pela Inquisição, com o intuito de condenar os homens ou mulheres que fossem considerados curandeiros e/ou pagãos. Todos os que fossem alvo de tal suspeita eram designados por bruxos ou bruxas, com elevado sentido negativo e pejorativo, devendo ser julgados pelo tribunal do Santo Ofício e, na maioria das vezes, queimados na fogueira nos designados autos-de-fé. Essa designação perpetuou-se e a comemoração do Halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses (povo de etnia e cultura celta) no século XIX, ficou assim conhecida como “dia das bruxas”, uma lenda histórica. Se analisarmos o modo como o Halloween é celebrado hoje, veremos que pouco tem a ver com as suas origens: só restou uma alusão aos mortos, mas com um carácter completamente distinto do que tinha ao princípio. Além disso foi sendo pouco a pouco incorporada toda uma série de elementos estranhos tanto à festa de Finados como à de Todos os Santos. Entre os elementos acrescidos, temos por exemplo o costume dos “disfarces”, muito possivelmente nascido na França entre os séculos XIV e XV. Nessa época a Europa foi flagelada pela Peste Negra, que dizimou perto da metade da população do Continente, criando entre os católicos um grande temor e preocupação com a morte. Multiplicaram se as Missas na festa dos Fiéis Defuntos e nasceram muitas representações artísticas que recordavam às pessoas a sua própria mortalidade, algumas dessas representações eram conhecidas como danças da morte ou danças macabras. Alguns fiéis, dotados de um espírito mais burlesco, costumavam adornar na véspera da festa de finados as paredes dos cemitérios com imagens do diabo puxando uma fila de pessoas para a tumba: papas, reis, damas, cavaleiros, monges, camponeses, leprosos, etc. (afinal, a morte não respeita ninguém). Também eram feitas representações cénicas, com pessoas disfarçadas de personalidades famosas e personificando inclusive a morte, à qual todos deveriam chegar. Possivelmente, a tradição de pedir um doce, sob ameaça de fazer uma travessura (trick or treat, “doce ou travessura”), teve origem na Inglaterra, no período da perseguição protestante contra os católicos (1500 1700). Nesse período, os católicos ingleses foram privados dos seus direitos legais e não podiam exercer nenhum cargo público. Além disso, foram lhes infligidas multas, altos impostos e até mesmo a prisão. Celebrar a missa era passível da pena capital e centenas de sacerdotes foram martirizados. Produto dessa perseguição foi a tentativa de atentado contra o rei protestante Jorge I. O plano, conhecido como Gunpowder Plot (“Conspiração da pólvora”), era fazer explodir o Parlamento, matando o rei, e assim dar início a um levante dos católicos oprimidos. A trama foi descoberta em 5 de Novembro de 1605, quando um católico converso chamado Guy Fawkes foi apanhado guardando pólvora na sua casa, tendo sido enforcado logo em seguida. Em pouco tempo a data converteu-se numa grande festa na Inglaterra (que perdura até hoje): muitos protestantes celebravam-na usando máscaras e visitando as casas dos católicos para exigir deles cerveja e pastéis, dizendo lhes: trick or treat(doce ou travessuras). Mais tarde, a comemoração do dia de Guy Fawkes chegou à América trazida pelos primeiros colonos, que a transferiram para o dia 31 de Outubro, unindo-a com a festa do Halloween, que havia sido introduzida no país pelos imigrantes irlandeses. Vemos, portanto, que a actual festa do Halloween é produto da mescla de muitas tradições, trazidas pelos colonos no século XVIII para os Estados Unidos e ali integradas de modo peculiar na sua cultura. Muitas delas já foram esquecidas na Europa.

Novos elementos do Halloween: a celebração do 31 de Outubro – muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas – vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos “neo pagãos”, e em alguns casos assume até mesmo o carácter de celebração satânica e ocultista. Hollywood contribui para isso com vários filmes, entre os quais se destaca a série Halloween, na qual a violência plástica e os assassinatos acabam por criar no espectador um estado de angústia e ansiedade. Muitos desses filmes, apesar das restrições de exibição, acabam sendo vistos por crianças, gerando nelas o medo e uma idéia errônea da realidade.A ligação dessa festa com o mal e com o ocultismo se comprova também pelo fato de que na noite do 31 de outubro se realizam na Irlanda, nos Estados Unidos, no México e em muitos outros países missas negras e outras reuniões desse tipo.Na celebração atual do Halloween, podemos notar a presença de muitos desses elementos.


A lanterna vegetal chamada de “jack o’lantern” em inglês,e a conhecida abóbora iluminada. A noite das bruxas é comemorada com uma ceia das bruxas em que é servido um caldo de urtigas entre outras pratos. Segue-se um ritual em que se faz uma reza “Co esta colher levantarei labaredas deste lume, que se parece co do Inferno. Fugirão daqui as bruxas” Depois segue-se a “grande queimada das bruxas”. em que se prepara e serve uma poção mágica à base de aguardente aquecida no caldeirão chamada de “queimada do Outro Mundo”. Enquanto a poção mágica é aquecida no caldeirão lê-se o esconjuro: “Sapos e bruxas, mouchos e crujas, demonhos, trasgos e dianhos, spírtos das eneboadas beigas, corvos, pegas e meigas, feitiços das mezinheiras, lume andante dos podres canhotos furados, luzinha dos bichos andantes, luz de mortos penantes, mau-olhado, negra inveija, ar de mortos, trevões e raios, piar de moucho, pecadora língua de má mulher casada cum home belho. Vade retro Satanás prás pedras cagadeiras!” .

Receitas de Purificação com Água

Limpeza  corpo
Tomar um banho com folhas de espinheiro alvar e galhos de arruda. Coloque as ervas dentro de um recipiente e deixe ferver por 5 minutos. Coe o líquido. Dilua em água fria e despeje no corpo, sempre da nuca para baixo.
 
Eliminar energias pesadas
Encha com água um recipiente de barro e coloque-o ao sol por 3 horas, o que deve ser feito num domingo á tarde. A água ficará repleta de boa energia. Depois, com a mão direita, salpique os cantos da sua casa com essa água, insistindo nas zonas onde pudessem ter estado pessoas doentes ou com más energias.


Para um dia especial
Antes de alguma ocasião especial para si, coloque num recipiente raminhos de alecrim, folhas de salva e de carqueja. deixe ferver por 5 minutos, coe e dilua em água fria. Após ter tomado o seu banho diário, esfregue o corpo com esse líquido e deixe secar no corpo. Insista no pulso direito e na zona central da testa.

Paz no lar
Molhe um ramo de cedro em água salgada, salpique as paredes, as ombreiras das portas e das janelas e todos os cantos de casa.

Harmonia e equilibrio
Para que fique em harmonia e equilibrio consigo e com os outros, tome um banho com água de côco diluída na água do banho. Este banho deverá ser feito numa sexta-feira à noite. 


    

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O PODER DAS VELAS

Desde sempre  o Homem,  por motivos religiosos e ritualísticos, teve necessidade de acender velas a entidades...deuses e demónios, venerando-os ou pedindo que esses os protegessem.
As velas eram diferentes e adaptadas a cada situação, variando por isso de forma e cor. Hoje, o poder  e o simbolismo mágico das velas de cor é sobejamente usado e reconhecido nos mais diversos tipos de rituais.

BRANCAS: Utilizam-se para invocar espirítos de luz. Vibrações positivas. Afastamento de energias negativas. Usadas em conjunto com outras velas, aumentam o poder mágico do ritual a que se destinam.
Em meditação são usadas como escudo protector contra energias negativas, protegendo espiritualmente.

PRETAS: Utilizam-se para absorver energias positivas e negativas. São utilizadas em magia negra com o propósito de absorver toda a luz astral da vítima, no entanto são muito utilizadas em magia branca também.
Não se faz meditação com velas pretas. Para retirar vibrações negativas, após tomar um banho, passe a vela pelo corpo. Em seguida, parta-a ou queime-a.

VERMELHAS: Utilizam-se para obter efeitos positivos e negativos. No aspecto positivo, despertam paixões ardentes, atracção sexual, coragem, poder e energia; no plano negativo, despertam impulsividade, agressividade, ódio e guerras. Estas velas são as que exercem maior influência sobre todas as outras.
Em meditação deve ser usada somente em casos de paixão ardente ou inércia.

CASTANHAS: Utilizam-se para atrair bens essenciais e estabilidade na vida e no emprego.
Em meditação deve ser usada sempre que haja dificuldades económicas em casa e problemas no trabalho.


PRATEADAS: Utilizam-se para neutralizar, apagar ou reenviar as energias negativas que lhe foram transmitidas.
Em meditação deve usar sempre que sentir que existe alguma ameaça contra si.

AZUIS: Utilizam-se para neutralizar ódios que existam dentro de si atraindo a calma e a serenidade.
Em meditação deve usá-las para afastar ódios e rancores na sua mente e sempre que necessite de sabedoria interior.

AMARELAS: Utilizam-se para atrair boa disposição, concentração e memória. Energias positivas contagiantes.
Em meditação devem ser usadas sempre que sentir uma desilusão ou desânimo.

DOURADAS: Utilizam-se para atrair dinheiro, sucesso e bens materiais. Estimulam a auto-estima.
Em meditação deve usar sempre que as economias estiverem em baixa e sempre que queira atingir sucesso social.

ROSAS: Utilizam-se para atrair o amor a amizade e a paz.
Em meditação devem ser usadas sempre que sinta falta de amor ou de estabilidade.

LARANJAS: Utilizam-se para atrair as amizades, os negócios e os estudos. Ajudam à desinibição.
Em meditação devem ser usadas sempre que se sinta confuso, antes de uma entrevista ou exame.

VERDES: Utilizam-se para atrair dinheiro e boa-sorte. São calmantes e relaxantes.
Em meditação devem ser usadas sempre que queira fechar um negócio vantajoso, ou quando se sentir em stress.

PÚRPURAS: Utilizam-se para favorecer os aspectos financeiros, espirituais ou amorosos.
Em meditação devem ser utilizadas quando quiser alcançar êxito espiritual, ou para curar uma paixão.





As velas coloridas  para ritual  que aqui apresento são  artesanais e ecológicas (recicladas), têm de altura 23cm (preço sob consulta e instruções para meditação).

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"ORÁCULO DAS BRUXAS" e a sua origem : O povo "Picto"

O oráculo das bruxas são runas baseadas num dos métodos de adivinhação que entre outros era também utilizado desde os tempos mais remotos, pelas bruxas do Norte de Inglaterra.

Em  geral, as bruxas modernas lêem cartas, praticam astrologia, lançam runas  ou utilizam a cabala  um sistema místico hebraico de conhecimento que também é usado para adivinhação.
À excepção das runas, esses métodos de prever a sorte tiveram origem no Médio Oriente e foram levados para a Europa pelos errantes ciganos.
As runas escandinavas talvez sejam o oráculo que mais se aproxima dos sistemas divinatórios dos antigos ingleses.
As Runas da Bruxa foram aprimoradas pelos pictos,que eram antigos habitantes da Escócia que estabeleceram o seu próprio reino e lutaram contra os romanos da Bretanha. Fontes romanas afirmam que este povo tinha um poderoso reino centrado em Strathmere.
Eram um povo guerreiro que a partir das invasões nórdicas nos séculos VIII e IX, se uniram a um outro povo, os "escotos" e em 843, Kenneth I MacAlpin, antes rei dos escotos, tornou-se também rei dos pictos. Venceram vickings e anglo-saxões  e criaram a Escócia.

Ninguém sabe ao certo de onde vieram os pictos,  muitos acreditavam que eles eram um povo mágico.
Franzinos e de pele escura tinham poderes sobrenaturais.
Afinal, eram pequenos e falavam um idioma diferente dos que já habitavam a região.
Os pictos previam o futuro, lançavam feitiços, usavam magia  comunicavam com os mortos.
Os seus costumes e o estranho alfabeto eram semelhantes aos dos ciganos que chegaram posteriormente à Grã-Bretanha.
Algumas letras do alfabeto picto são reconhecidas como símbolos Rom que pertencem aos ciganos  ou povo Rom- com origem na Índia e difundiram diversos sistemas orientais de adivinhação por toda a Europa depois do ano de 1000 d.c.
Parte desses caracteres ou símbolos picto compreendem as Runas da Bruxa.
Essas pedras possuem todo um poder mágico pois além de procederem desse povo misterioso, são confeccionadas com a energia psíquica de quem vai usá-las.


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O Sabat das Feiticeiras

Foi durante o século XII que se difundiu mais rapidamente a ideia do sabat, reunião nocturna das sextas-feiras, à qual compareciam as bruxas a voar nas suas vassouras, cavalgando nos seus bodes, ou mesmo transformadas sob a forma de pássaros.

A sexta-feira é 13. O seu nome sugere feitiçaria e, para muitos, a sua ocorrencia no calendário é prenúncio do azar. Toda a sexta-feira, entretanto, está associada à idéia do Sabat, como ficou conhecido na Idade Média o festim em que as bruxas reunidas se banqueteavam na presença do Demónio. Também às sextas, à luz da lua cheia, os amaldiçoados lobisomens se transformam, e os vampiros propalam-se em vôo sedento de sangue à procura das suas vítimas.

O 13 é o número da morte, do azar, do mau agouro, dizem alguns. Para outros, contradizendo, pode simbolizar a sorte por trazer em si as transformações, visto que o 13 representa o rompimento dos limites, a quebra dos padrões estatutários impostos pelo 12.
Expliquemos melhor. O 12 expressa as coisas inteiras, os sistemas fechados e completos. Observe-se que são 12 os meses do ano, as horas do dia e da noite; também o número de deuses do Olimpo e de constelações e signos do zodíaco; e 12 são as notas musicais, tons e semitons.

Já o 13 é aquele que ultrapassa a ordem conhecida das coisas.

Promove a revolução do novo, e intromete-se no nosso mundo de modo a perturbar a nossa aparente sensação de segurança, vinda da ordinária dimensão à qual estamos acostumados. Associado ao jogo, às vicissitudes da vida, igualmente à sorte e ao azar, o 13 ainda compõe o número de cartas de cada um dos 4 naipes dos baralhos comuns. E eram 12 os apóstolos presentes à última ceia de Cristo, de onde se criou a superstição medieval de que quando 13 se reúnem à mesa para comer, um em breve irá morrer.
Predicadas pelo estranho 13, as sextas-feiras, noites de sabat, impõem maior respeito ao imaginário popular ainda mais quando a noite for de lua cheia.

Na mitologia assírio-babilónica, data de mais de 8 mil anos a crença de que Isthar, a lua, se tornava indisposta a cada plenilúnio, quando então se observava o sabattu, período de recolhimento dos homens em respeito à Grande Deusa. Veja-se que provém da antiguidade mais remota o útil conselho dado aos maridos para que estes não provoquem as suas mulheres em fase pré-menstrual. Durante a indisposição de Isthar, guardava-se o sábado, que primitivamente era mensal, dia considerado nefasto, no qual não se autorizava qualquer tipo de trabalho, nem viajar ou cozinhar alimentos. Com a percepção de que Isthar apresentava fases cíclicas, crescente, cheia, minguante e nova, a cada 7 dias renovadas, a prática do sabattu estendeu-se a todas as semanas de modo a demarcar sempre o último dia da semana. Sábado, em português, vem do latim sabbatum, que, por sua vez foi emprestado do grego sábbaton. Este, seria proveniente do hebraico sahabbat, que, etimologicamente, deriva do verbo sabat (parar). Outras fontes extraem-no de seba (sete), ou tomam-no como derivando do termo sabi'at (sétimo dia). Tenhamos em conta ainda que o hebraico sabbat guarda enorme semelhança com sapatu, que em dialeto árcade primitivo significava "paragem, descanso", também "sono da lua". Nesse caso, o termo hebraico seria originário do grego, ao contrário da primeira hipótese.

Acredita-se que a Igreja, na sua obstinada caça às bruxas, tenha julgado conveniente escolher um nome da tradição judaica, especificamente aquele que denota o período de oração que se inicia ao pôr do sol das sextas-feiras, para nomear o conclave das feiticeiras. Agindo assim, transformaria judeus, bruxas e demais hereges, inimigos comuns da fé cristã, em gatos de um mesmo saco. Além disso, no início das perseguições, denominava-se "sinagoga" o local escondido nas florestas destinado à reunião das bruxas. Pesquisando mais profundamente encontramos o termo grego sabbathéos, literalmente "o sabá divino", relacionado com  as sabátidas, festas dedicadas a Sabácio, divindade agrícola conhecida na Trácia e na Frígia, com atributos similares aos de Dionísio, ainda que não tão popularizada quanto este. As sabátidas já ocorriam anteriormente a Moisés e ao judaísmo; e ao seu deus eram consagrados o trigo e a cevada, da qual se fermentava uma bebida inebriante, servida aos presentes.

Foi durante o século XII que se difundiu mais rapidamente a ideia do sabat, reunião nocturna das sextas-feiras, à qual compareciam as bruxas voando nas suas vassouras, cavalgando nos seus bodes, ou mesmo transformadas em forma de pássaros. Para que pudessem voar, untavam os seus corpos com uma poção mágica por elas preparada; e na cerimônia, iniciada à meia-noite, entregavam-se a orgias e ao Demónio.
Qual a ligação desta festa com o sabat das feiticeiras? Entendamos a questão. A Igreja, já no ano de 360, no sínodo de Elvira, admitia a existência dos poderes mágicos, que seriam decorrentes de pactos com o demónio, e negava a comunhão, mesmo à hora da morte, para os que caíssem em tal tentação. Até ao século XI, a Santa Sé diferenciava os seres maléficos, devotados aos sortilégios, aos encantamentos por bonecos de cera, aos maus-olhados, das strigae, demónios femininos que sob a forma de pássaro se alimentavam de recém-nascidos. Strega, bruxa em italiano, deriva daí, e em português temos igualmente o termo estrige; ambos oriundos da raiz latina strix, a significar coruja, pássaro nocturno ou qualquer outra ave de rapina. Um século antes, o monge Regino de Prün dizia que voar à noite com a deusa Diana não podia ser algo real, senão mera ilusão provocada pelo Demónio. (...).

"O Sabat das Feiticeiras"
Por Paulo Urban
Publicado na Revista Planeta nº 346 / julho 2000

Sexta Feira 13

Esta superstição pode ter tido origem no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Outra possibilidade para esta crença está no facto de que Jesus Cristo provavelmente ter sido morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.
Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.
Além da justificativa cristã, antes disso existem duas outras versões que provêm da mitologia nórdica que explicam a superstição. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituidos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos.
Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam a rogar  pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.[1]

Bruxaria Tradicional e o Mistério da Antiga Fé

Dentro dos círculos da Arte tradicional procura activar-se a sabedoria ancestral que descansa codificada dentro da terra e do praticante propriamente, portanto, cada praticante e cada forma de se lidar com a sabedoria ancestral é ímpar, mesmo que se partilhe da mesma herança ancestral, usualmente chamada de witchblood (sangue bruxo). A disposição feiticeira natural do seu parentesco sanguíneo e espiritual para buscar a sabedoria utilizando-se métodos e modos específicos de obtenção desta, é a razão pela qual é mais frequente o uso do termo Cunning Folk (Povo Sábio) quando se refere aos praticantes da Antiga Fé e da Arte dos Sábios.

A mentalidade do povo sábio sempre foi aberta e amigável para a interação com outros praticantes de diferentes convicções, e incorporou estas crenças de uma variedade de fontes, orais, ritualísticas e escritas. Um pouco mais adiante, pode assumir-se que a mesma variedade de práticas e orientações como vistas nos círculos de Bruxaria Tradicional é também vista entre os Bruxos Hereditários, desde que a orientação seja de natureza similar e pode dizer-se que talvez todos os círculos da Arte sábia tradicional realmente surgiram das bruxas solitárias que carregavam a chama no sangue de suas famílias. Durante os séculos, quando as formas mais operativas e cerimoniais de se trabalhar os mistérios se tornaram disponíveis, não era incomum ver estas transmissões incorporadas no trabalho dos sábios mediados por uma mão espiritual para guiá-lo. “Da perspectiva de um praticante, a adopção deste termo é um meio autoconsciente de se declarar a como um dos ‘Cunning Folk’ (Povo Sábio), como um ‘Sábio’, um portador do sangue-sábio e assim como um iniciado da verdadeira tradição bruxa”. (Andrew Chumbley).

Quando um Bruxo Tradicional cria seu próprio método, baseado na sua vivência, conceitos e experiências individuais, este Bruxo não está a criar uma tradição. O conceito de tradicionalismo está mais ligado à sobrevivência dessas idéias, e de sua perpetuação para gerações vindoras.
Assim se explica a oposição à religião new-age, conhecida como "Wicca". Embora se diga muito nos dias de hoje que Wicca é uma tradição de bruxaria, importa lembrar que a mesma foi criada por Gerald Gardner aproximadamente na década de 40, e levada a público na década de 50, portanto conta com pouco mais de meio século de existência. Hoje em dia a Wicca e a Bruxaria Tradicional encontram-se em união e os limites entre as práticas tendem a ser enevoadas em algumas instâncias.